terça-feira, 8 de dezembro de 2009

...

"Em algum lugar, uma voz chama,
nas profundezas do meu coraçăo
Esteja sempre sonhando,
os sonhos que movem meu coraçăo
Tantas lágrimas de tristeza,
incontáveis por completo
Eu sei que, no outro lado delas,
eu te encontrarei

Toda vez que nós caímos no chăo,
nós olhamos para o céu azul acima
Nós acordamos para a sua imensidăo azul,
como se fosse pela primeira vez

Apesar da estrada ser longa e solitária
e o fim dela estar muito distante, longe de vista
Eu posso, com estes dois braços, abraçar a luz

Enquanto eu me despeço, meu coraçăo pára,
me sinto frágil
Meu corpo vazio e silencioso
começa e escutar o que é real

A maravilha de viver, a maravilha de morrer
O vento, a cidade, as flores,
todos nós dançamos em uniăo

Em algum lugar, uma voz chama,
nas profundezas do meu coraçăo
Continue sonhando seus sonhos,
nunca deixe ele eles partirem

Por que falar sobre todas as suas tristezas
ou sobre as dolorosas angústias da vida?
Ao invés disso, deixe os mesmos lábios cantarem
uma cançăo gentil para vocę

A voz murmurante, nós nunca queremos esquecer
em cada memória passageira sempre lá para te guiar

Quando um espelho se quebra,
peças fragmentadas espalhadas pelo chăo
Reflexos de uma nova vida, refletidos a toda volta

Janela de um começo, silęncio,
nova luz do amanhecer
Deixe meu corpo silencioso e vazio
ser preenchido e renascido

Năo precisa procurar lá fora,
nem navegar através dos mares
Porque brilha aqui dentro de mim,
está bem aqui dentro de mim
Eu encontrei a luz, está sempre comigo"

sábado, 5 de dezembro de 2009

Fim

O sol já não brilhava mais como antes.
Na verdade, já não havia mais sol.
A brisa gelada do inverno se espalhou,
Muito além do que somos capazes de aquiescer.
Numa tarde de domingo, ela subiu num ônibus.
Levou uma mala em umas das mãos,
E meu coração na outra.
Senti meu peito apertar,
Junto com minhas palavras mudas.
Jamais tive chance de mudar.
Pois sempre esteve decidido.

Lembro dela bater em minha porta,
Mas o amor ter ser perdido
pelo caminho de volta.
Abri minhas janelas à espera dela,
Para perceber que ela jamais passaria.
Não aquela menina.
A minha menina.
Jamais tive chance de mudar.
Pois sempre esteve decidido.

Suas cores se acizentaram,
e seu sorriso emudeceu.
Meus olhos verdes apagaram,
junto com o que restou de mim.
E é nesse momento que se diz:
"Então vai ser assim..."
Jamais tive chance de mudar.
Pois sempre esteve decidido.

E os olhares se separaram,
Os corpos se despediram,
E o coração despedaçou.
Os caminhos se afastaram,
A saudade se apagou,
Junto com as palavras,
Que foram ditas no passado.
Jamais tive chance de mudar.
Pois sempre esteve decidido.

Então o que um dia foi eterno,
Simplesmente acabou."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ps

"Você entrou naquela sala de um modo sutil e sorriu.
Você e suas cores. Nunca vi alguém combinar tanto com tudo a sua volta.
Naquele momento eu me apaixonei por você.
E descobri que existem amores que ultrapassam os limites de uma só vida."
- Branco

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Flor de Lis





"Não perca o brilho dos olhos,
Pois ele me dá a direção,
Flor de Lis.

Em minha Rosa dos Ventos,
És meu norte.
És pétala.

Seja em Quebec ou Guadalupe,
Joana D'Arc.
Serei seu mosqueteiro mais fiel,
Athos, Porthos e Aramis.
D'Artagnan aos seus pés.

Todos os dias aguardo e,
te guardo, me guardo
Sorrindo.
Ah... teu sorriso.
Me enfeitiça tanto,
Que o quero só pra mim.
E mais ninguém.
Niguém, niguém.

Se pedir eu canto,
Se deixar eu te encanto.
Deixa. Peça.
Exija que eu te roube,
Traga ao meu jardim,
Flor de Lis.

Desenhe em minha pele,
Suas três pétalas doces,
E me abrace sem dizer nada.
No ápice da minha dor,
Flutue em meus braços,
E eu te carregarei,
Aonde você quiser ir.

Segure minha mão.
Feche seus belos olhos
E confie em mim.
Escute meu coração.
Ele sorri por você.

Seja minha flor maior,
Meu amor proibido,
Meu cheiro perdido.
Minha Flor de Eliz."

- Em formação, Branco Braga

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ao Meu Redor

Um dias desses, mais precisamente numa quinta feira ou sexta feira, passei por sentimentos interessantes. Havia eu acabado de dar uma aula na turma de Construção Civil, por sinal, uma turma que adoro. Ao final da aula tivemos direito até mesmo a uma celebração de aniversário de uma aluna, com direito a bolos e parabéns.

Vinte minutos após a celebração eu colocava o pé na Rodoviária de vitória/ ES. Minha vida estava tão corrida que, em semanas, seria a única oportunidade de dar um alô a minha querida mãe, que vinha do Rio de Janeiro. Viagem de urgência, motivos infelizes. Cheguei cedo, algo em torno de 1h de antecedência. Tomei um suco e peguei um livro pra ler. Já se faziam alguns dias que não folheava qualquer literatura. O cansaço tomou conta e entre uma página e outra, eu sempre dava uma espiada (Pedro Bial) nas pessoas ao meu redor.

É engraçado como normalmente não ligamos a mínima para quem divide o mesmo espaço com a gente. São pessoas normais, assim como nós. Havia mães com filhos de colo, senhoras idosas, um rapaizinho com rastafári e acredite... um taco de golf. Havia três belas garotas com uniformes da VALE que, entre uma conversa e outra, pairavam os olhos em mim. Havia um senhor com chapéu de cowboy. Fiquei me perguntando o motivo das viagens dessas pessoas? Visitar um parente querido, uma formatura de um filho, casamento, trabalho. Mas os motivos que me flagrei imaginando foram dois em especial. O primeiro... de alguém ali que acabara de se separar de seu grande amor e estava voltando pra casa ou indo embora. O segundo seria de alguém indo se despedir de uma pessoa querida.

Há duas semanas, recebi a notícia da morte de minha avó. Havia acabado de dar aula pra essa mesma turma querida quando minha esposa me ligou pedido pra eu ir com urgência pra casa. Alguma coisa estava errada e, acreditem, imaginei na hora que o motivo era minha avó. Não fui ao Rio pro enterro de minha nona. Preferi guardar as lembranças dessa guerreira de modo diferente do que ela num caixão. Somente dois meses após sua morte a visitei. Beijei seu retrato e junto de minha mãe, chorei.

Há dois anos eu senti na pele o que é ver seu amor ir embora da sua vida. Ela subiu num ônibus de viagem com uma mala em uma das mãos e meu coração em outro. Eu permaneci sentado no meio fio meia hora depois que o ônibus havia partido, após todos meus argumentos terem se esgotado. Lembro de eu pegar meu celular e conversar com minha mãe. Lembro do amor ter subido naquele ônibus naquela tarde. E de nunca mais ter voltado.

Então, naquela quinta ou sexta feira, quem sabe... fiquei pensando quantas daquelas pessoas estavam ali por terem perdido alguém ou um amor.

Eu perdi os dois.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

ಸುದದೆಸ್....

Ó MÃE, Ó MÃE NATUREZA, ELA TEM A BELEZA
QUE A MÃE NATUREZA CRIOU,
Ó MÃE, Ó MÃE NATUREZA, ELA TEM A PUREZA
QUE TODO MOLEQUE SONHOU

AI MEU DEUS, OLHA A BELEZA DAQUELA MENINA,
DANÇANDO DESCALÇA NA AREIA ELA NEM IMAGINA
QUE O TEMPO PAROU,
NAQUELE INSTANTE MEU PEITO APERTOU
E O MEU CORAÇÃO QUE ERA PEDRA NASCEU UMA FLOR

Ó MÃE, Ó MÃE NATUREZA, ELA TEM A BELEZA
QUE A MÃE NATUREZA CRIOU,
Ó MÃE, Ó MÃE NATUREZA, ELA TEM A PUREZA
QUE TODO MOLEQUE SONHOU

AI “DUSMEU” ELA GOSTA DE PRAIA QUE NEM EU,
CUIDA DOS BIXINHOS, VAI SER MÃE DE UM FILHO MEU
AI IOIO DEUS ABENÇOE O NOSSO AMOR,
O MEU CORAÇÃO QUE ERA PEDRA NASCEU UMA FLOR,
O MEU CORAÇÃO QUE ERA PEDRA NASCEU UMA FLOR.
QUANDO EU MENOS ESPERAVA ENCONTREI MEU AMOR

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cadê você?

"Onde está você,
nas letras te perdi,
ou será que quem perdeu,
fui eu?

Imaginei o óbvio
E pelo óbvio caí
em pedaços.
Não estava lá.

Até a saudade,
Que comprimia meu peito,
folgou.
Por que?

Acho que esperei demais,
Corri atrás.
Nem toda história
Tem um final feliz."

domingo, 5 de abril de 2009

BRANCO

Amanhã é um novo dia. Um grande dia. É o dia.
E estou feliz. Sim... muito feliz. Sinto que, aos poucos estou conseguindo ser novamente o Branco de 5 ou 6 anos atrás. Tinha perdido minha identidade. Não queiram perder a identidade dos senhores. Dá um senhor trabalho encontrá-las novamente. Eu estou no processo. O caminho é árduo e será repleto de obstáculos. Mas há quem me dê força e isso basta.

Para não esquecer e apresentar para aqueles que estarão sempre distantes de mim, comendo poeira, fica o aviso de quem sou.

Estou voltando...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

FALTA






"Falta

Sem segundas intenções.
To sentindo falta de rir
Falta de criar
De sorrir
De esperar
Aquela ligação que demorar a chegar.

Sem segundas intenções
Falta de dançar
Falta de correr
De cantar
To sentindo falta de você

Sem segundas intenções,
Falta das conversas.
Saudades de mim.
Do que era,
Do que fui,
Do que sou.

Não sei como,
Mas você me entende.
Me surpreende.
Eita saudades...
Do tocar violão,
Pra ninguém ao redor,
Mas pra você lá longe.

"E mesmo que eu não te veja,
Posso sentir quando pensa em mim",
Ainda alimenta meus sonhos,
Com todo o respeito,
Sinto falta do seu jeito.

Sem segundas intenções,
Preciso me encontrar de novo,
E sei que só com você consigo.
Estou sozinho, perdido,
Longe de casa.
Traga a lanterna,
Qualquer luzinha serve.
Se bem que, vindo de você.
Essa luzinha é ouro... é sol.

Sem segundas intenções.
Só quero reviver,
Meus melhores momentos.
E eles foram com você.

Fico feliz,
Pois sei que está feliz,
E respeito isso.
E não quero nada além disso.
Só quero me encontrar,
Nas nossas conversas.

Precisava dizer isso,
Pra você saber o quanto,
Você representou e representa
na minha vida.
É muita coisa, acredite.
E eu precisava que você soubesse disso.

Vou sempre guardar você,
Com muito carinho,
Na minha memória.
Você é especial,
Pelo menos pra mim.

Sem segundas intenções,
Gostaria de voltar a conversar contigo.
Pra contar as novidades,
Ouvir as suas novidades.

Eu precisava dizer isso.

Desde já... Saudades."

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Morena

Em formação

Morena que passa la embaixo,
Daqui de cima eu imagino,
Eita jingado do diabo
Carrega comigo, minha flor.

Meu corpo já nem me responde,
Mas que responde... respode.
E como!
Mas não a mim.

Eu grito da janela
"Minha flor és Tu morena"
E ela sorri, sorri, sorri.

- Branco

terça-feira, 31 de março de 2009

Lembranças

Ainda em formação...

Hoje,
Descobri, sem querer,
O poder que uma lembrança tem.
É simplesmente avassalador.
Diria até mesmo destrutivo.
Mas poderia dizer que também é aconchegante.
Poderia?
Sim.

Seu nome sempre me causou calafrios.
E ainda causa.
Eita essa tal lembrança que me persegue.
Faz lembrar de mim mesmo.
A sua lembrança me faz lembrar de mim.
De mim ou de você?
Dos dois...

E nos dias que vieram,
Dúvidas? Sempre houveram
Dúvidas que essa lembrança,
Poderia não ser certeza.
Sofri com ela.
Sorri com ela.
E só de ter certeza,
Que minha dúvida é você.
Já me encho de sorrisos,
E de gruja, calafrios.
E de lembranças.
Sempre as tais lembranças?

Esses olhos verdes,
Tão verdes que eram,
Tem seus momentos de alegria.
Sim... por que nao?
Mas esses lampejos são raros.
Cada vez mais raros.
Raríssimos.
Raridade.

Fui tragado pro buraco mais triste,
Pro lugar mais imerso,
Mais mundado.
Minha pobre consciência.
E não tinha quem me tirasse de lá.
Ou me tire...

Ah... beleza tão rara.
Tão pura.
De inspiração dos poetas.
Dos mais tolos.
Dos mais sábios.
És fruto de toda a beleza.
De tua beleza.
És bela.
És mártir.

Teu sorriso, mesmo que só teu,
Não meu, jamais meu.
Quem sabe, "Talvez", diria eu.
Diria... é um anjo.
És magnitude.
Destranca esse cadeado,
Me draga no passado,
Reapaixone os mais sensatos.
E diga: "Caco?!?".

Cole o que ficaste,
Remende ou remendaste?
"Chega de saudades"...
Só mais uma vez,
Transforme letra em música,
Minha insanidade lúcida.
E vá embora novamente.
Insensatez.

Que fico mais alguns anos,
Com seu sorriso na memória,
Seus lábios na história,
E me tranco no meu mundo.
Meu mundinho,
Pequenino.
De tão pequeno, que mal caibo.
Sozinho...

Vá embora e fecha a porta,
Apague minhas luzes verdes
"Deixa eu quieto", no meu canto.
Que eu me viro, assim mesmo.

Mas me lembre todos os dias,
Do motivo por que te amo.
Pois se te amo,
Motivos há.

- Branco