Ainda em formação...
Hoje,
Descobri, sem querer,
O poder que uma lembrança tem.
É simplesmente avassalador.
Diria até mesmo destrutivo.
Mas poderia dizer que também é aconchegante.
Poderia?
Sim.
Seu nome sempre me causou calafrios.
E ainda causa.
Eita essa tal lembrança que me persegue.
Faz lembrar de mim mesmo.
A sua lembrança me faz lembrar de mim.
De mim ou de você?
Dos dois...
E nos dias que vieram,
Dúvidas? Sempre houveram
Dúvidas que essa lembrança,
Poderia não ser certeza.
Sofri com ela.
Sorri com ela.
E só de ter certeza,
Que minha dúvida é você.
Já me encho de sorrisos,
E de gruja, calafrios.
E de lembranças.
Sempre as tais lembranças?
Esses olhos verdes,
Tão verdes que eram,
Tem seus momentos de alegria.
Sim... por que nao?
Mas esses lampejos são raros.
Cada vez mais raros.
Raríssimos.
Raridade.
Fui tragado pro buraco mais triste,
Pro lugar mais imerso,
Mais mundado.
Minha pobre consciência.
E não tinha quem me tirasse de lá.
Ou me tire...
Ah... beleza tão rara.
Tão pura.
De inspiração dos poetas.
Dos mais tolos.
Dos mais sábios.
És fruto de toda a beleza.
De tua beleza.
És bela.
És mártir.
Teu sorriso, mesmo que só teu,
Não meu, jamais meu.
Quem sabe, "Talvez", diria eu.
Diria... é um anjo.
És magnitude.
Destranca esse cadeado,
Me draga no passado,
Reapaixone os mais sensatos.
E diga: "Caco?!?".
Cole o que ficaste,
Remende ou remendaste?
"Chega de saudades"...
Só mais uma vez,
Transforme letra em música,
Minha insanidade lúcida.
E vá embora novamente.
Insensatez.
Que fico mais alguns anos,
Com seu sorriso na memória,
Seus lábios na história,
E me tranco no meu mundo.
Meu mundinho,
Pequenino.
De tão pequeno, que mal caibo.
Sozinho...
Vá embora e fecha a porta,
Apague minhas luzes verdes
"Deixa eu quieto", no meu canto.
Que eu me viro, assim mesmo.
Mas me lembre todos os dias,
Do motivo por que te amo.
Pois se te amo,
Motivos há.
- Branco
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